Daca mergi cu mine-n vis
Am sa te invat sa razi
Si-am sa-ti cant pana in zori
Cantecelul meu de dor
:: Noites de Salamanca ::
Era segunda feira, saiamos geralmente para bares de copas, uma breve apresentação de jazz em algum bar de esquina fora dos muros da cidade.
Qualquer hora entre a meia noite e a 1h da manha, adentravamos ao circulo fronteiriço. Festa de ritmos exoticos, centro americanos, brasileiros e sons de yucatan e dos vizinhos de theotihuacan. Ali via-se e sentia-se certa saudade das noites onde aqueles que ali estavam haviam sido criados, e, contraditóriamente, a mesma fonte que saciava também causava a própria sede.
Entre as 3 e as 5 da manha, caminhavamos mais para o centro, como quem vai em romaria atraz de um furacão sem um olho que lhe governe, entrava-se noite a dentro.
Proximos aos circulos mais concentricos, caminhava-se por ruas estreitas entre pedras milenares, as quais, chorando sozinhas, muitos viram passar.
Passo a passo, Kandavia... por ali passava-se por um portal onde noite e dia se confundiam.
Era segunda feira, agora ja terça... a caverna era escura e a luz apenas se fazia presente nos cantos menos habitados. Em qualquer momento, o centro do recinto era tomado por mentes tomadas por desejos e vontades.
De longe a dançarina contemplava as sombras e os vultos, e do meio da escuridao, tomava para si as almas dos olhoes que a contemplavam.
Dali alguns nunca mais sairiam, outros se perderiam, outros seriam simples mente esquecidos. Dali, passadas as 7 da manha, só dois destinos eram possiveis, o contraste ou a sepultura.
Fora dali, o sol havia sido roubado pelo inverno que tomava conta, e saia-se, pelas mesmas velhas pedras, subindo-se a ledeira que levava novamente para fora dos limites mais antigos.
Adentrava-se numa ultima câmara, responsavel por fazer o tempo parar. Entre sons, cheiros e elixires, nada mais se importava com a areia que corria pela ampulheta.
Ao final, para aqueles que se libertavam da noite que nao tinha fim, o sol do meio dia dava a má noticia que o tempo ja havia passado e que tu tinha ficado para traz.
E num breve momento qualquer, quando dois se perdiam entre o voo do sonho e a queda na realidade, se sentia o gosto mutuo da vida como nunca ante haviam saboreado.
Right About Now
The Funk Soul Brother,
Check It Out Now
Obs: eu tmb encaro uns balanços e não, eu não falo romani, ainda hehe
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